Transporte de madeira: o que você precisa saber?

09/03/2022

O transporte de madeira é um dos mais conhecidos dentro da logística e, também, vantajoso economicamente, haja vista que é uma matéria-prima procurada por diversos segmentos: indústrias de celulose, moveleira, serraria e construção civil. 

Conhecido também como transporte florestal ou transporte de produtos florestais, o processo é bastante delicado e exige o cumprimento de diversas regras. E, como toda norma, visa facilitar a comercialização desse tipo de produto e minimizar os riscos – para empresas, meio ambiente e caminhoneiros.

 

O que levar em consideração durante o transporte de madeira?

Embora os caminhoneiros consigam bons fretes com esse tipo de mercadoria, o transporte de madeira nem sempre é simples. 

Regulamentado pela Resolução nº 196/2006, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a norma estabelece boas práticas, que vão desde as exigências básicas de segurança – tamanho da tora de madeira e forma de transporte – até a descrição das características que tornam caminhões e carretas aptos a prestarem esse tipo de serviço.

Ainda como parte do processo, é obrigatório apresentar um documento de origem florestal (DOF) para transportar e armazenar diversos produtos, sejam eles bruto ou processado, dentre os quais incluem:

  • Tora;
  • Torete;
  • Poste não imunizado;
  • Achas e lascas em fases de extração;
  • Lenha;
  • Palmito;
  • Xaxim;
  • Piso;
  • Forro;
  • Porta de madeira maciça;
  • Rodapé e muito mais.

E se você está se perguntando o porquê de tudo isso, saiba que a preocupação é legítima. Isso porque o transporte de madeira inclui materiais pesados e equipamentos de alto risco, como tornos e guilhotinas. 

Dessa forma, a ação visa garantir a procedência da madeira e minimizar os riscos e impactos ambientais, preservando também a saúde e segurança dos caminhoneiros.

 

Dicas para um transporte de madeira mais seguro

transporte-florestal-vale-pedágio

Caso as normas previstas em lei não sejam cumpridas, o transporte de madeira pode ser considerado ilegal e, por consequência, um crime ambiental. 

Pensando nisso, separamos algumas dicas do que fazer para estar em conformidade com a legislação. Veja:

 

Atenção ao empilhar as toras

De acordo com as normas, existem duas formas de empilhar as toras na carroceria do caminhão: na vertical/longitudinal ou em forma de triângulos/pirâmides.

Ambas as técnicas, no entanto, garantem estabilidade à carga, desde que o caminhoneiro também faça o uso adequado das escoras metálicas laterais.

 

Formas de amarração

As carrocerias dos caminhões também devem estar equipadas com escoras metálicas e cabos de aço ou cintas de poliéster resistentes. O veículo deve, ainda, ser tensionado por sistemas pneumáticos autoajustáveis ou catracas, de modo a amarrar bem a carga, impedindo que ela caia durante o percurso.

 

Atenção na hora da descarga

Após a finalização do trabalho, o caminhoneiro precisa realizar a descarga com muito cuidado e atenção. Neste ponto, há duas possibilidades: enquanto alguns tipos de material florestal precisam ser removidos manualmente, outros podem ser retirados com o auxílio de máquinas e equipamentos tecnológicos que são capazes de mover as toras para fora do caminhão.

Em ambas as situações, é essencial que se cumpram também algumas regras de segurança do trabalho – desta vez, para evitar acidentes e lesões.

LEIA MAIS: Cargas perigosas: o que você precisa saber antes de aceitar esta demanda

 

Transporte de madeira x caminhões

Os caminhões que fazem transporte de madeira rodam com mais frequência por estradas rurais e, portanto, podem sofrer ainda mais com as más condições de determinadas vias. 

O mesmo vale para o peso distribuído na carroceria, que tende a ser muito maior do que com outras cargas.

Assim, além de se atentar à lei, os caminhoneiros devem manter em dia a manutenção do caminhão, observando desgastes e situação dos eixos que suportam o peso da carga.

Para identificar o melhor percurso e aumentar a segurança do motorista e a integridade da carga e do veículo, é importante contar com a tecnologia. O sistema desenvolvido pela PagBem, por exemplo, agiliza a emissão do CIOT e ainda traça a rota mais adequada para o caminhoneiro que fará o transporte de madeira.

A PagBem também oferece dois importante serviços para modernizar os processos e melhorar a relação entre embarcador e transportadora: o cartão-frete, que substitui a carta-frete e aumenta a segurança do condutor na hora de pagar suas despesas, e o vale-pedágio, em cartão ou TAG, para facilitar o pagamento das tarifas nas praças de pedágio.

LEIA TAMBÉM: Pagamentos eletrônicos fortalecem as relações comerciais na logística

 

Reduza custos com as soluções da PagBem

Criada em 2015, a PagBem administra fretes e pedágios por meio de uma rede credenciada ampla que atinge diferentes partes do país.

Com a missão de facilitar a administração de frete rodoviário e pedágio, a PagBem oferece soluções financeiras, tecnológicas e de pagamento para toda a cadeia envolvida no transporte, envolvendo caminhoneiros, transportadoras, operadores logísticos e embarcadores.

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